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Vexilologia



A vexilologia é o estudo das bandeiras, estandartes e insígnias e das suas simbologias, usos, convenções etc. Este termo foi criado por Whitney Smith, dos Estados Unidos, com vasta obra publicada sobre o assunto.


Uma pessoa que estuda as bandeiras é chamada "vexilologista". Por extensão, uma pessoa que desenha bandeiras é chamado "vexilógrafo".

A FIAV (Federação Internacional das Associações Vexilológicas) coordena várias associações de entusiastas deste campo do conhecimento. A cada dois anos esta organização promove congressos de vexilologia.




Origem


Na Idade Média, os brasões, escudos e insígnias já representavam posse ou comando sobre um território, distinguiam famílias nobres e permitiam identificar clãs, reinos e nações ou simbolizar lemas de grupos como de piratas e caçadores.

As bandeiras começam a surgir como estandartes de guerra pela necessidade de tornar mais claro quem lutava contra quem. Era mais prático pintar seu símbolo em um pedaço de pano maior, mais fácil de ser carregado e guardado e visível à distância do que em um escudo feito de metal. Os romanos chamavam esses estandartes de vexillum, daí vem o nome vexilologia. A partir daí, esses estandartes passaram a ser maiores e assumir modelos mais simples, não sendo mais apenas pedaços de pano que ostentavam brasões, mas carregavam cores simbólicas preenchidas em toda sua extensão e, aos poucos, iam se transformando em bandeiras.



Vexilo


O vexilo (em latim: vexillum; plural nominativo em latim: vexilla)

Era um objeto em forma de bandeira utilizado no período clássico do Império Romano como estandarte.

A principal diferença dos vexilos para uma bandeira atual é que o tecido era hasteado verticalmente a partir de uma ponta horizontal, ao contrário das bandeiras hasteadas horizontalmente como as utilizadas nos dias de hoje. O responsável por carregar o vexilo era conhecido como vexilário (em latim: vexillarium).

Quase todas as atuais regiões da Itália ainda preservam o uso de vexilos, encontrando-se entre os poucos exemplos do seu uso na atualidade.


Princípios do Desenho de Bandeiras


Os desenhos das bandeiras apresentam um certo número de condicionantes que abrangem preocupações práticas, circunstâncias históricas e perspectivas culturais.

A primeira das preocupações práticas de vexilógrafo é a necessidade do seu desenho ser fabricado (muitas vezes em massa), transformando-se numa peça de tecido que irá ser hasteada em locais exteriores para representar aquilo que identifica.

O projeto de uma bandeira também pode ser um processo histórico, no qual o desenho atual, muitas vezes, baseia-se num antecedente histórico. Existem, atualmente, famílias de bandeiras com origem num antepassado único, como são o caso das bandeiras escandinavas, baseadas na Bandeira da Dinamarca e das bandeiras africanas, baseadas na Bandeira da Etiópia.

Também, certas culturas, condicionam o desenho das bandeiras, através da imposição de regras específicas, como é o caso da heráldica.

Com as condicionantes acima descritas, consideram-se cinco princípios base para um bom desenho de uma bandeira:


  • Simplicidade: a bandeira deverá ser tão simples que permita a uma criança desenhá-la de memória;

  • Simbolismo: as imagens, cores e padrões da bandeira deverão relacionar-se diretamente com aquilo que ela simboliza;

  • Limitar o número de cores: utilizar 2 ou 3 cores no máximo, escolhendo cores básicas e contrastantes entre si;

  • Evitar legendas ou emblemas: evitar colocar na bandeira legendas ou emblemas complexos;

  • Distintividade: criar um desenho distintivo, que não se confunda com o de outras bandeiras.

Proporções de Bandeira


  • Proporções de bandeira são indicadas por uma relação.

  • A primeira a largura da bandeira, que normalmente está definido como o lado prendido ao poste ou pessoal.

  • A segunda corresponde para o comprimento da bandeira.

  • A terceira com largura de 3 unidades e um comprimento de 5 unidades ou é escrita 3:5 ou 3x5:


Bandeiras Oficiais dos 195 Países e Suas Proporções:



  • A bandeira mais "curta" é a do Nepal, a única que não tem formato Quadrilátero (são dois triângulos retângulos sobrepostos no mastro). A sua proporção é 5:4



  • A seguir temos as bandeiras quadradas da Suíça, do Vaticano, cuja proporção é 1:1



  • A da Dinamarca possui proporção de 41:50, sendo a bandeira mais antiga do mundo em uso contínuo chamada de Dannebrog. Sua origem data de 1219 e de acordo com uma antiga tradição teria caído do céu durante a Batalha de Reval (atual Tallin, Estônia). A bandeira dinamarquesa, bem como a história de Reval, viria mais tarde a inspirar várias outras bandeiras, principalmente as nórdicas, e se tornar uma espécie de primeiro modelo europeu por sua forma e composição.



  • A mais "longa" é a do Catar - proporção 11:28


  • A proporção mais frequente é 2:3, presente nas bandeiras de 88 países.

  • São 52 os países com bandeira de proporção 1:2


  • 10 países tem bandeiras "curtas" com proporção entre 0,7 e 0,75


  • 33 países têm bandeiras "mais longas" com proporções entre 0,53 e 0,64.


Cores de Bandeira

As abreviações seguintes indicam cores de bandeira:

  • R (vermelho) ;

  • O (laranja);

  • Y (amarelo);

  • V (verde);

  • B (azul);

  • P (roxo);

  • N (preto);

  • W (branco);

  • G (cinzento);

  • M (castanho);

  • Au (ouro);

  • Ag (prata).

- Cores diferente dessas citadas acima não são abreviadas;

- Os símbolos indicam sombras de cor aproximadas:

  • - (claro);

  • - - (muito claro);

  • + (escuro);

  • ++ (muito escuro) ;

O uso de uma descrição de cor sem um símbolo indica uma sombra da cor média, normal, ou desconhecida.




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