O Primeiro Brasão Registrado - Dia Internacional da Heráldica
- Anderson de Castro Tomazine
- 22 de mai. de 2019
- 3 min de leitura
Ao certo, sabe-se que o primeiro registro conhecido de um escudo ‘brasonado’ é do século XII, aparecendo em uma figura de meados desse século.

Há um relato escrito de um cronista relatando que Henrique I da Inglaterra cedeu ao seu genro, Conde de D´Anjou, um escudo pintado com leões dourados em um fundo azul ao nomeá-lo cavaleiro, em dia 10 de junho de 1128, apesar de a crônica ser posterior.
No aniversário dessa data, heraldistas de todo o mundo comemoram, desde 2013, o Dia Internacional da Heráldica, uma ocasião para celebrar a Heráldica em toda sua amplitude e diversidade.

Descrição: De azul, com seis leões de ouro lampassados de vermelho posto 3, 2, 1.
O escudo está representado no túmulo desse nobre.
No início do século XIII, o uso de brasões já se encontrava disseminado pelo continente europeu, sendo considerado um aspecto do Renascimento do século XIII. E ao contrário do que se pensa, o uso dos brasões na França e em boa parte da Europa não se limitou aos cavaleiros ou aos nobres.
Em menos de um século da primeira data conhecida, a utilização de verdadeiros elementos heráldicos encontrava-se disseminada por todos os estratos sociais.
Mesmo mulheres e clérigos possuíam e utilizavam emblemas, assim como também o faziam instituições coletivas, como burgos e guildas.
Godofredo V - Conde de Anjou
Cognominado Plantageneta (24 de agosto de 1113 — Château-du-Loir, 7 de setembro de 1151).
Foi Conde de Anjou e de Maine e Duque da Normandia.
Era filho do Conde Fulque V de Anjou e de Ermengarda, herdeira de Maine.
Sucedeu seu pai no Condado de Anjou em 1129, quando este se tornou rei de Jerusalém. Seu epíteto "Plantageneta" vem do francês plant genêt (planta giesta) e refere-se ao arbusto que escolheu como símbolo pessoal. Posteriormente a alcunha passou a designar toda uma dinastia de reis ingleses.
Ele fundou a dinastia dos Plantagenetas, da qual faziam parte os reis Ricardo I e João.
Em 1128, Godofredo casou-se com Matilde, imperatriz viúva do Sacro Império e princesa herdeira de Inglaterra, filha do rei da Inglaterra e duque da Normandia Henrique I. A escolha da noiva, 11 anos mais velha, foi feita no âmbito das negociações de paz entre a Inglaterra (particularmente o Ducado da Normandia) e o Condado de Anjou. O casamento revelou-se tempestuoso mas gerou três filhos, e Henrique, o mais velho, tornou-se Rei da Inglaterra.
Na morte de Henrique I da Inglaterra em 1135, Godofredo e Matilde foram ultrapassados na corrida ao trono de inglês pelo primo Estêvão de Blois, conde de Bolonha. A usurpação deu origem à guerra civil conhecida como a Anarquia que assolou Inglaterra entre 1135 e 1153.
Um dos motivos da rejeição de Matilde como soberana foi o próprio Godofredo que, por ser angevino, era detestado por todos os nobres normandos. O papel de Godofredo na guerra vivida em Inglaterra foi secundário. O exército de Anjou focou-se essencialmente na manutenção e conquista de praças no Ducado da Normandia, então uma possessão inglesa.
Mesmo quando Matilde precisou de reforços em Inglaterra, Godofredo sempre recusou-se a abandonar o projeto normando. Este pode ter sido um dos motivos pela longa duração do conflito, visto que, com a ajuda dos angevinos, Estevão de Blois poderia ter sido deposto mais depressa. No entanto, a posse da Normandia foi um dos factores que levaram à designação de Henrique Plantageneta como sucessor de Estevão. A ameaça constante de revoltas em Anjou pode ter sido também uma razão para Godofredo ter-se decidido a não intervir em Inglaterra, bem como a sua impopularidade neste país.
Godofredo de Anjou morreu em 1151 e encontra-se sepultado na catedral de Le Mans, na França.
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