A Heráldica
- Anderson de Castro Tomazine
- 27 de ago. de 2019
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Heráldica (armaria ou parassematografia) é a arte de formar e descrever o brasão de armas, também designada armaria ou arte do brasão, que é um conjunto de peças, figuras e ornatos dispostos no campo de um escudo e/ou fora dele e que representam as armas de uma nação, país, estado, cidade, de um soberano, de uma família, de um indivíduo, de uma corporação ou associação.
Na Europa da idade média, no calor das batalhas, viver ou morrer dependia de saber distinguir o amigo do inimigo, essa era uma tarefa difícil com os cavaleiros cobertos por armaduras. Assim, cada combatente costumava decorar seu escudo e sua túnica com um distintivo único que os diferenciavam dos demais.

Surge então a heráldica, nome proveniente do inglês "heralds" ou como seriam conhecidos mais tarde, Mestre D'Armas, que eram os homens encarregados pelos Reis e Soberanos para desenhar os brasões, na maioria das vezes outorgados por eles a quem de valor e honra merecesse.
Arte que nasceu para atender a nobres e cavaleiros, expandiu-se com o surgimento dos reinos e cidades onde cidadãos importantes recebiam a sua cota de armas.
Teve seu princípio por volta do século XII, contudo sua origem vem a ser bem mais remota do que se pensa. Os símbolos pessoais e familiares são antiquíssimos e com eles veio a heráldica, quando eles foram utilizados dentro dos escudos de combate. Esta arte esteve ativa até o final do século XVIII, quando a febre política da república, um movimento novo que tomava conta do mundo desde a queda da Bastilha na França, extinguiu-se por vezes a fio de espadas, o ofício de brasonaria.

Muitos Mestres D'Armas foram assassinados, famílias inteiras eram banidas por continuarem ostentando seus brasões nas soleiras de suas casas e armoriais, livros que continham os registros brasonários desde o século XII, foram queimados em praça pública, tudo isso porque os republicanos temiam que através desses símbolos o povo continuasse ligado à Monarquia ou até mesmo, reivindicasse a sua volta. Sob a constante ameaça das lâminas republicanas foi fácil impedir que isso acontecesse. Alguns clãs, no entanto, conseguiram fazer com que a tradição da brasonaria ficasse viva até os dias de hoje, ocultaram os armoriais em seus porões, alguns foram embalados em baús de madeira tratada ou de louças e enterrados em suas quintas (propriedades). Outros, na clandestinidade, conseguiram passar de mestre para discípulo e de pai para filho a Arte da Heráldica.
Praticamente todas as famílias de origem europeia possuem o seu brasão registrado nos antigos livros de armas.

No Império Brasileiro, com a vinda da Família Real, os brasões existentes foram concedidos às pessoas ilustres que prestavam relevantes serviços ao País, chamados de títulos nobiliárquicos, sendo que existem apenas 1.340 títulos e destes somente 240 possuem brasões, estes que na verdade são junções de brasões portugueses.
TÍTULOS DE NOBREZA BRASILEIRA: Duque - Marques - Conde - Visconde - Barão.
Sem que muitos percebam, a heráldica ainda hoje conserva-se presente em quase todos os ramos sociais, instituições civis e militares, estabelecimentos comerciais, sociedades filosóficas, sociedades secretas e abertas, clubes esportivos, produtos comercializados em lojas e supermercados ...
Pesquisar o seu passado é conservar uma história de honra e valores que a cada geração se perde mais e mais, sendo cada vez menos cultivado pelas jovens gerações.
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